À 

Não conhece sequer o seu cheiro
Sabe que existe mas nunca sentiu
Soluça e se tranca no banheiro
Lendo a carta cuja reposta nunca existiu 

Imagina ela a perfeita perfeição
Enquanto ele é imperfeito e infinito
Que a vê bela e com uma ponta de paixão
Lê as cartas sem respostas que tem escrito 

Desenha com o lápis o que pensa
Mas pára e escreve o que sente
Rabisca linhas e as compensa
Com mais outra carta inocente

Crendo na resposta e com felicidade
Lembra do que não sabe e persiste
À desconhecida uma carta de amizade
Apenas para saber se ela existe.

 

2 Respostas para “”


  1. 1 Marina Melz Maio 20, 2008 em 12:48 pm

    escrever cartas sem resposta é um auto-sacrifício, já que, geralmente, se fala coisas que as pessoas deveriam saber, mas não sabem.

  2. 2 W3 Maio 20, 2008 em 12:56 pm

    Somente um poeta tem esperança.

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O fim:

Expressar um único multisentimento a cada escrito e cuspir ao mundo, ora não tão belo quando tragédias se tornam espetáculos, letras combinadas com rimas e outros versos.

O auto-autor:

Tiago Ribeiro tem 20 anos, é estudante de jornalismo e vive sob a liberdade da música. Não acredita no dinheiro como fonte de felicidade e em pessoas que não o olhe nos olhos – acredita nas crianças. Dorme pouco e acorda cedo para ver o sol.

Passados:

E-mail:

tiago.ribeiros@terra.com.br