Conceito

 

O vê manchado e sob falta de compaixão

Sob palavras de um dito pecado por ter existido

Mas a cor dele que enxerga não é pela sujeira

É a beira da diferença ao ter nascido

 

Logo o conceito se trabalha

Do bandido, do malcheiroso e do perverso

Que só procura uma vala onde caiba

Que procura um espaço onde caiba no universo

 

Mas o mundo de tão grande é pequeno

É de todos os senhores de sorte boa

É gigante demais pro preconceito

E pequeno de menos pro que escreve e se magoa

 

Agora, feliz dele por ter espírito gay
Ama o negro, o pobre e o animal

Procura estar além do mal e do bem

E ir contra toda forma de padrão social.

 

2 Respostas para “”


  1. 2 Deise Maio 7, 2008 às 10:37 pm

    Teus textos são leves e intensos. Nesses dias frios, tuas palavras aquecem minha alma.


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São dez palavras, secas, escritas. Se dizem caladas, digo egoístas.

Ora, por que poesia?

Muitos de nós vivemos em busca de alguns significados, porques. Explicações para o que sentimos, desejamos, ou até porque as vezes sorrimos e choramos. Para isso, textos científicos e autoajudas, cheios de porques, são escritos para nos confortar e fazer parecer que, para tudo, existe para tudo um porque.
Diante desses complexos, a poesia é mais simples. Ela não tem significados, porques. Ela é como o amor que sentimos e não sabemos explicar porque, simplesmente, não há um porque. A poesia é apenas sentimento passageiro, um desenho irresponsável com as palavras que sai da cabeça, corre pelo papel e alí fica. Alí fica sem sabermos porque.

O auto-autor:

Tiago Ribeiro é estudante de jornalismo e vive sob a liberdade da música. Não acredita no dinheiro como fonte de felicidade e em pessoas que não o olhe nos olhos – acredita nas crianças. Dorme pouco para viver mais, e acorda cedo para ver o sol.

Para parar para pensar:

“Há tempos, desde que o fura-fila é tido como esperto, a palavra corrupção está distorcida.”

Que fiz eu?

E-mail:

tiago.ribeiros@terra.com.br