Em chamas
Gentes à beira da calçada
Na cidade de luzes cegantes
Enquanto elas gritam por socorro
Esnobo com meu andar elegante
Em chamas me sinto por não ajudar
Espero o outro fazer o que penso
O outro espera alguém a mão dar
Enquanto gentes suportam sofrimento
Mas a chuva do céu sempre corre
Lágrimas que matam a sede do povo
A água à gente em chamas socorre
Mas arde em mim como o fogo
Queima toda a impotência
De ajudar um entre milhões
Queima toda a consciência
De sofrerem por sociais exclusões.