Um belo dia

 

Brisas sopram a chegada do amanhecer

Sob um céu coberto de males e ruínas

Meus olhos cegos agora podem ver

Derrotismo ao enxergar vida destruída

 

Como um amargo ferimento

Anulo o prazer do sonhar e saber

Entre mágoas e falso contentamento

Dentro do absurdo de nada poder ser

 

Mesmo com um único minuto de colapso

Uma piscadela ainda se dá ao fracasso

Mas traga alguém até mim um belo dia

Traga-me o sol que ainda hoje irradia.

 

Mesmo ao som da nota que faz o enredo

O azul do céu ainda é negro

Mas traga alguém até mim um belo dia

O mundo, a lua e o sol que ainda irradia.

 

2 Respostas para “”


  1. 1 William Wagner Westphal Abril 28, 2008 às 3:10 pm

    Sempre soube que ai dentro existia um poeta. Um poeta com qualidades que invejo e admiro.

    E ainda tive a sorte de conhecer.

  2. 2 Edilene Abril 28, 2008 às 8:29 pm

    Certas coisas que acontecem na vida, sempre melhoram a vida de um POETA!


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São dez palavras, secas, escritas. Se dizem caladas, digo egoístas.

Ora, por que poesia?

Muitos de nós vivemos em busca de alguns significados, porques. Explicações para o que sentimos, desejamos, ou até porque as vezes sorrimos e choramos. Para isso, textos científicos e autoajudas, cheios de porques, são escritos para nos confortar e fazer parecer que, para tudo, existe para tudo um porque.
Diante desses complexos, a poesia é mais simples. Ela não tem significados, porques. Ela é como o amor que sentimos e não sabemos explicar porque, simplesmente, não há um porque. A poesia é apenas sentimento passageiro, um desenho irresponsável com as palavras que sai da cabeça, corre pelo papel e alí fica. Alí fica sem sabermos porque.

O auto-autor:

Tiago Ribeiro é estudante de jornalismo e vive sob a liberdade da música. Não acredita no dinheiro como fonte de felicidade e em pessoas que não o olhe nos olhos – acredita nas crianças. Dorme pouco para viver mais, e acorda cedo para ver o sol.

Para parar para pensar:

“Há tempos, desde que o fura-fila é tido como esperto, a palavra corrupção está distorcida.”

Que fiz eu?

E-mail:

tiago.ribeiros@terra.com.br