Opa, este blog mudou para:

             www.conversos.wordpress.com

          Quieto, mudo

              sem falar então,

     mudo por mudar

             conversos (quase) .com

acorda sozinho,

            do ninho,

    aprenda a voar

e vá, pro ar passarinho

                      e

                            va

                                   po

                                             rar…

        Desespero

              desespero meu,

        existe deus belo

          a espera dum ateu?

                    E decidi ir

          até alí, além mar,
                   pra te ver sorrir

                              ser meu rimar.

       Quem faz conto,

          conta pontos e tal

                 pingo no i, do fim,

             e ponto final.

                      Ali,       Cá, pinginho no alto telhado                                   
                 arquiteto,          ping faz aqui, lá embaixo         
            daquela casinha          
vai molhando estofado
      sou eu, pedreiro de teto         
quando aqui debaixo 
de puxadinho de pedra, cozinha       tudinho tá molhado      

                              aqui, porta ergui quase torta         e sala, nada pronta
                              
pra avistar visitas pela janela        ainda por acabar

                              por causa da vistinha pra fora       não falta tijolo, quem apronta   

                              só sem trancas, sem tramelas        outra rima preu terminar?

 

Assovia, assovia

     bico, asa de aço

pássaro prateado?

 

                          …chaleira de pia.

Próxima Página »


Curta!

São dez palavras, secas, escritas. Se dizem caladas, digo egoístas.

Ora, por que poesia?

Muitos de nós vivemos em busca de alguns significados, porques. Explicações para o que sentimos, desejamos, ou até porque as vezes sorrimos e choramos. Para isso, textos científicos e autoajudas, cheios de porques, são escritos para nos confortar e fazer parecer que, para tudo, existe para tudo um porque.
Diante desses complexos, a poesia é mais simples. Ela não tem significados, porques. Ela é como o amor que sentimos e não sabemos explicar porque, simplesmente, não há um porque. A poesia é apenas sentimento passageiro, um desenho irresponsável com as palavras que sai da cabeça, corre pelo papel e alí fica. Alí fica sem sabermos porque.

O auto-autor:

Tiago Ribeiro é estudante de jornalismo e vive sob a liberdade da música. Não acredita no dinheiro como fonte de felicidade e em pessoas que não o olhe nos olhos – acredita nas crianças. Dorme pouco para viver mais, e acorda cedo para ver o sol.

Para parar para pensar:

“Há tempos, desde que o fura-fila é tido como esperto, a palavra corrupção está distorcida.”

Que fiz eu?

E-mail:

tiago.ribeiros@terra.com.br