20 de julho

 

O minuto passa

Na hora que não

O relógio atrasa

O tic do som

 

Despertando sim

Até quem não deitou

Acordando assim ruim

Pelo sono que não tirou

 

E o céu amarelo seria
Se o sol fosse azul

Suas cores trocariam

Por sua amizade blue

 

Deixando quem dormiria

Quietinho sem barulho

Mas como qualquer dia

Chegou 20 de julho.

 

 

Café

 

À noite eu sairia

Sozinhamente nu

Sem a companhia

De meu café jus

 

Se bem há tempo

Acabasse o que bebo

Que esperança sentimento

E me embriaga pelo medo

 

Do insonífero sabor

Negro e líquido

E da mesma cor

De meu pavor íntimo

 

Noturno diariamente

Bebido com sono e razão

E na minha boca sempre

Amargo como a solidão.

 

Ao Dylan

 

O som do poeta

Zunia sentimentos

Menino dito profeta

De paixões e tormentos

 

Herdou gaita e violão

Do pai blues escuro

De Beatles o barulho

E um frágil coração

 

Ferido com ternura

Por Suze ou Baez

Buscando sua cura

Nas letras que fez

 

Simples e sopradas

Ao tudo e ao nada

Cantando dentro de mim

Blowin’ in the wind.

 

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O fim:

Expressar um único multisentimento a cada escrito e cuspir ao mundo, ora não tão belo quando tragédias se tornam espetáculos, letras combinadas com rimas e outros versos.

O auto-autor:

Tiago Ribeiro tem 20 anos, é estudante de jornalismo e vive sob a liberdade da música. Não acredita no dinheiro como fonte de felicidade e em pessoas que não o olhe nos olhos – acredita nas crianças. Dorme pouco e acorda cedo para ver o sol.

Passados:

E-mail:

tiago.ribeiros@terra.com.br